terça-feira, 23 de junho de 2015

ADEUS SEM VOZ

Onde escondeste a saudade, de minha presença?
Pois que em mim, soluça como ventos perdidos...
Foi tanta felicidade, que partiu sem licença.
E nossos caminhos foram, por rumos divididos.

Eu sei do que guardas no coração com esmero.
E eu, com um nó na garganta, nem sei explicar.
Um turbilhão de sentimentos, destino austero.
Nem nos permitiu, até o fim do trilho chegar.

As ondas ligeiras, ventos assoviam nos trigais.
Saltaram dos nossos livros de cabeceiras...
Aquele sono tranqüilo, nós desfrutaremos jamais.
Passou a ser solto, pesando a noite inteira.

Meu silêncio não sabe mais nem ter voz...
Para dizer o que aconteceu, comigo também.
Numa revoada, fui arrastada como albatroz.
Que longe do ninho, nem abrigo mais tem.

Se há palavras, morreram pagãs e indecifráveis.
Como quem soletra um dialeto nunca existido
Arranca ais insolúveis, expõe doenças incuráveis.
E num silêncio mórbido, nada mais faz sentido.

Dentro de meu coração um sinal de tua imagem.
Com o carinho de tocar a essência, que me convém.
A vida exibe suas páginas, também novas tiragens.
Adoração em silêncio, onde só tua vida me tem.



 

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