sexta-feira, 19 de junho de 2015

AO LONGO DA VIDA

Queria hoje, te escrever um lindo poema.
Que fosse lembrar, um poema de verdade.
 Dirceu, Marília, Martins ou Iracema.
Ou apenas, afeição de minha saudade...

Porém, o poema hoje, parece, até estar.
Em conivência, com meu corpo, cansado.
Levemente, só querendo te explicar.
Que o coração, não tem se acostumado.

Lembro, teus olhos pardos e trigueiros.
Esmiúçam, aguçam meus sentidos.
São como dois pássaros ligeiros...
Em teu rosto, livre e pouco conhecido.

E sem palavras, escrevendo saudade.
Quanto ao coração, imagem refletida.
Tu és aquela antiga verdade...
Que tanto busquei, ao longo da vida.



 

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