quinta-feira, 25 de junho de 2015

ASSIM TE DEFINO

 Luz dos dias, que me são coloridos.
Onde encontro, um semblante, tão morno.
Talvez, eu viva agora, aqueles não vividos.
Que te precederam, sem esse adorno...

Quantas saudades, que não sentidas.
Todas as histórias, que nunca contei.
Repensando, escrevendo, cartas já lidas.
Amareladas ao tempo guardei...

E do passado, arrasto tesouros.
E de teu presente, me faço ainda viver.
Dessas sementes, semblantes louros.
Em meu jardim começaram nascer.

Assim te defino, então doravante.
Como uma parte, que busca junção.
Feito teus olhos, contas brilhantes.
A enfeitarem, tua linda feição.


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