sábado, 20 de junho de 2015

AUSÊNCIA TRAÇADA

Embriagada pela saudade,
Um luar pousado no peito.
Esquecer sempre à vontade,
Mas, o coração requer outro jeito.
O certo, e o errado, jeito inusitado.
O simples e o complicado. Um em dois.
Nada premeditado. Nada planejado.
 Ensejo planejado do depois.

Quando teus montes...
E horizontes guardam as tardes,
Que remexe essa fonte,
Que grita silêncio aos alardes.
Como precisão e indicação,
Desabrigada, sem mim.
Momento e tanta indecisão,
Forte conciso, no peito motim.

Crivando palavras mornas
E lentas, possantes e sonolentas,
As formas, que entornas,
 Sem jeito, outro jeito inventas.
Alongamento de espaço,
Fuga do abraço, doces martírios.
Contentamento escasso,
Armação desse laço, de aço, e de lírios.

Compilo-te aos trancos,
Apreendida, suplico, com delicadeza.
Volto ao mundo dos francos,
Rendo-me, em açucarada aspereza.
A tua a minha, sensação.
Retocada, sensação mais reforçada.
Onde o definha o coração... 
Começo do fim,ausência traçada.


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