domingo, 21 de junho de 2015

DESAPEGO

Transparência, vidraça vem sorrindo.
Como o sol, contrasta com a cidade.
Uns chegam, outros estão indo.
A lugar algum, onde haja felicidade.

Seja pintura á óleo, sem moldura.
Ou uma música, entre aglomerado.
A alma suportada, a sempre cura.
Cansaço, começando desamarrado.

Eu penso, como alguém, propiciado.
Com mãos, intensamente profundas.
Momento, meu coração,acariciado.
Esquecidas as fumaças iracundas.

E na moldura sem retrato, a imagem.
Tão límpida, em desassossego...
A noite acorda, o sol se deita, miragem.
Ponta de lança fere, teu desapego.





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