domingo, 21 de junho de 2015

DOBRAS DO VENTO

Quando o dia cochilar, ao anoitecido.
Jamais, como encantada imensidão.
À noite dormida, restrita, esquecida.
Linda estrela, repousada no grotão.

Astros passeiam, apenas personagem.
Reais e vivas perdidas, no mesmo lugar.
Livros verídicos, sem alguma vendagem.
Escrito, para no tempo, se perpetuar.

Passos desviados pisam, longe, talvez.
E mãos caladas, jamais podendo rimar.
Amor, só amor quando, apenas se fez.
Porque, ninguém, conseguiu apagar.

Apenas as sombras, as lívidas imagens!
Entre as estrelas, intentado sonhar.
Dobras dos ventos, exaladas mensagens.
Levam as areias, na vastidão do mar.

Assim, como um caminho, tem seu fim.
Certa manhã, marcado novo recomeço...
Certamente, os ciclos, fechados em mim.
Também mudados, para outro endereço.

As dobras dos ventos, exalados olores.
Fragrância, em galhos ressequidos.
Será um outono, fugindo dos rigores.
Portanto, insinuando, inverno nascido.


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