quinta-feira, 25 de junho de 2015

IDADE

Vou me embrenhar no tempo, agora.
E começar a colher frutos maduros.
De se eternizar, acho já se faz hora.
Amanhecer dias, abalizados, seguros.

Começos frágeis desapoiados, por isso.
Sofremos tanto para aprender.
A vida amarra tanto compromisso.
Que se resume, apenas em viver.

A idade, locomotiva, tem motivos.
Para incentivar, a caminhada dura.
Depois a idade, menos intempestivos.
A doença da pressa, devagar cura.

As manhãs dialogam com a idade.
Mostram cores, flores abandonadas.
Onde algum dia, por pura vaidade.
Ao entardecer,talvez jogadas.


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