quinta-feira, 18 de junho de 2015

LUGAREJO MUDO

O portal da inteligência,
 Tributo a se pagar.
O mundo da indulgência
 Muda tudo de lugar.
Entender bem de tudo,
 Desse nó indefinido.
O lugarejo mudo,
E um Vincent esquecido.

Abrem,os sorrisos.
As portas da entrada.
Porém, sempre indecisos,
 Mudam logo de calçada.
A alma voa leve,
 Num corpo incomodado.
E num tempo breve,
Torna os dias esticados.

E contando degraus,
Para o topo da escada.
Somos bons, somos maus,
 Ora tudo, ora nada.
Segura numa mão,
E atravessa essa ponte...
Se entregue a emoção,
 A razão está defronte.

O dia raia, sai aberto,
A noite chega enluarada.
Encontrar o rumo certo,
Noutra mão amparada.
Sentindo tão pequena,
 Que não saiba sozinha.
E invertida essa cena,
 Tua mão, segura a minha.

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