quarta-feira, 24 de junho de 2015

MAJORITÁRIA

Começa agora, manhã sonolenta.
Se espreguiçar atenta ao sinal.
Mediante névoa, fria e cinzenta.
Sinais em promessa, outonal.

Meus olhos perpassam vidraças.
Afobação, e os carros têm pressa.
Luz clara, esta manhã abraça.
Pensamento sereno arremessa.

Compostura da cidade coberta.
Sonho, a desafio costumeiro...
Em sensação, vaga e esperta.
Combustível, para o dia inteiro.

A árvore majoritária da rua.
Decerto, conversa em temporada.
As folhas se soltam, e fica nua.
Depois se juntam, em outra florada.

Essa manhã, de promessa tanta!
Dando cor, esperança criteriosa.
Quando silêncio, o barulho espanta.

Majoritária, e se veste de rosa.

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