quinta-feira, 25 de junho de 2015

MELINDRES


Talvez, o contínuo fato, de amar alguém.
Dito sempre algo, mais puro verdadeiro.
Verídico amor, liberto, lírico, e  intervém.
Jogando fora, as chaves, do tal cativeiro.

Nenhuma posse impera, apenas amor feito.
Jamais, propositalmente, sendo assediado.
O amor, constante, firmeza e lacrado jeito.
Habitual quem ama, sempre o privilegiado.

Amando então, uma simples contingência.
Intrínseca ás nobres almas, e interpoladas.
Entre si compõem, a liberal ambivalência.
Constante plenitude, ao achego amparada.

Descoberta razão, quando vencida, ao fato.
Sentimental abrangência, ao  porém divide.
Melindres banidos, como  privilégios natos.
Quando alvejado amor, e tanto amor incide.

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