quarta-feira, 17 de junho de 2015

MOLDURA


Sendo uma moldura, do retrato na parede.
Linda fonte,e vem matando qualquer sede.
Entendendo,enquanto moldura permanece.
Esfumando um cinza,tonalidade entristece.

Aquela voz calada,nada dizendo para mim.
Tórrido silêncio, no meu ouvido, um confim.
Onde, nenhuma palavra, soando verdadeira.
Rumando tão triste, pela encosta da ladeira.

Um belo quadro, com pincéis, tão delicados.
Traçando linhas,lindos riscos,tons dourados.
Dificilmente entendendo,insensível criatura.
 Permanecendo, escurecendo uma moldura.

Perene quadro, com esmero, tão completo.
Pintando  luzes clareando, em tom secreto.
Porém contudo,representas um impossível.
Apagando no tempo, esperança indefectível.

Nenhum comentário: