quinta-feira, 18 de junho de 2015

NOSSOS DIAS

 Assim pobres, nem nada temos, por isso,
Jamais cobres, desmanchado compromisso.
A dor precisa nos visitar constantemente.
Tão sem valor, tão mixo, tão infreqüente...

Esse sentimento, nada mais domina...
Fútil, passageira, faz ruir e descrimina.
Os nossos dias, não feitos para nós.
As semelhanças, tão desiguais e sós.

A fartura distancia, em outro lugar.
Plano mirabolante, assim, para separar.
Pobres de almas, contudo, infiéis também.
Jamais eximo culpa,aquela que só um tem.

Dentro de mim, tenho tudo guardado.
Desse amor o fim, alguém será premiado.
Enquanto, ainda lamento, tua condição.
Pobre de sentimento, apenas uma ilusão.


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