quarta-feira, 24 de junho de 2015

RETINAS


Contando estrelas, eu sonho também.
Assim acendendo, luzes  em teu olhar.
Extensão interna, externada intervém.
Em noite, em dia, sempre vêm clarear.

Qualquer ponto estrelado, me aponta.
Onde mora, ausência, minha saudade.
Pequenina, portanto, o coração afronta.
Em livres ruas, dessa dolorida vaidade.

Olhar cintilado, de estrelas brilhantes.
Que reflete, em mim,nova esperança.
Duas pontas frias, de brilhos cortantes.
Amarfanhando, essa minha confiança.

Quando, no infinito lustroso se alinha.
Uma sombra, clareando a madrugada.
As tuas lindas retinas, luzes definham.
Minha placidez, mantendo consolidada.

Destas retinas, ainda, tristeza apenas.
Carregando comigo a linda expressão.
Muito eu preciso dessas luzes serenas.
Estrelas iluminando, a minha imensidão.


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