terça-feira, 23 de junho de 2015

UM AMOR SIMPLESMENTE

Contaria às estrelas que nascem na Terra...
E todos os dias, delas, um relato faria.
O que o mundo chama de bem, e a felicidade encerra.
Se eu pudesse, teu grande amor, eu seria...

Espalharia fragrância, em tua imaginária calçada.
E em tua janela, pousaria como a lua clara...
E todas as fortunas, quase a troco de nada.
Gratuitamente, tesouro da alma, lapidada rara.

Pediria licença ao mundo, e esqueceria a dor.
Jogaria ao vento, momentos, os incautos, até...
E recomeçando, tentaria de novo esse amor...
Como brilho de estrelas, em teu olhar botar fé.

Se eu pudesse, tocar tuas mãos seletivas...
Perpassar essa tua leve, e sensual discrição.
Cobrir-te-ia de palavras, e uma mais expressiva.
Aquela que tentaria desvendar, esse teu coração.

Cantaria, e em coro divinal, convocaria os anjos.
Para que embalassem teus sonhos, docemente.
Ao som de harpas, violoncelos. Arcanjos!

Poria em teu coração...Um amor simplesmente.

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