quinta-feira, 30 de julho de 2015

UMA CANÇÃO


Debruçada manhã, em pura gabolice.
Livre adágio, em luz ,criando crendice.
Sobrevoando como ave alada...
Gélidos ventos,manhã descampada.

As nuvens tombadas num céu  anilado,
Como algodão doce, por Deus soprado.
E rente às montanhas, vão se juntar.
Vestígios divinos, encanto preliminar.

O sol irmanado, da semente abrolhar.
Prometida vida, distribuição, conjugar.
Recorrência perfeita, ensinando viver.
Recriada página branca,rima escrever.

E uma gota a mais, num rio a desaguar.
Descida morro abaixo, em busca do mar.
Uma emoção destra, sonho desandado.
Anseio exposto,beijo em solo molhado.

Evapora livre ao ar, afeição encantadora.
Uma linda canção, anuncia um acordar.
Zonza de encanto, uma brisa evaporadora.
Anseio silencioso, elegante arrematar.



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