sábado, 18 de julho de 2015

ESTIO



Quando a tempestade cessa.
O arco íris beija o horizonte.
Felicidade, advento em remessa.
Com teu olhar, curvado defronte.
 
Ao sonho límpido de outrora.
Quando a juventude floresceu.
Dentro do sonho, ainda mora.
Suposta vida, que anoiteceu.
 
E o viço da flora primaveril.
Relembrado, em cada florada.
Aquela manhã, casta de abril.
Porque hoje, tarde despetalada.
 
Junto das promessas imediatas.
Momentos vividos intensamente.
Jorraram águas, fluíram cascatas.
Apenas restando, estio presente.
 
E nesta tarde cresce a lembrança.
Desvia um olhar, quase parado.
Porém, leve fio, de uma esperança.
Ligeira pintura, na luz do brocado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário