sábado, 18 de julho de 2015

IMAGEM


Qual imagem, na sombra cresce.
Esgueirando os muros, dos jardins.
Junto da imagem, sempre desce...
Canções plácidas, dos Querubins.
 
A noite estende, misteriosa nuance.
Lençol cândido, de estrelas, bordado.
Juntando encanto, ao seu alcance.
Fleuma da lua, divinal magistrado.
 
As sombras das nuvens desaparecem.
E oferecem passagem, á imensidão...
A madrugadas bruxuleiam e crescem.
Inspiram versos, compõem canção.
 
Ao dia que nasce, já desbravando.
Resquícios perdidos de escuridão.
Raios de sol vêm cantarolando.
E deslizando, em pleno espigão.
 
A imagem se perde dentro do sol.
Centralizado, divide o dia, ao meio.
Perambula lenta, por todo arrebol.
E espera a tarde,em elevado esteio

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