sábado, 1 de agosto de 2015

DENTRO DE UM TANTO FAZ


Meu coração, fim de tarde, acena uma saudade
Em uma praia, onde adormece, minha vontade!
Este final de tarde passeia, retrata fios solares
Concessões corriqueiras, em todos esses lugares.

Final de tarde, começo da noite, meu coração assim
Lunetas dos olhos, petrificado, ressequido capim.
Mostram-me, mas não consigo, entender também
Dentre tempo relatado, tu, quem mais me tem...

A voz na rua, em minha praia, em minha janela
Uma lembrança parecida, intolerante sentinela
Ares viciados, meus sonhos poluídos, doce amado
Eterna disputa, tens o brilho, do tempo ganhado.

Quando a tarde, diz ao meu coração,adormecido.
Que o tempo passou, pobre coração esquecido.
Já nem quer recordar, nem quer voltar, para traz.
Um sofrimento alheio, dentro, de um tanto faz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário