sexta-feira, 18 de setembro de 2015

BEIJOS

Beijos úmidos, como sereno.
Caindo leves pela cidade.
Música lenta, um lugar pequeno.
Angustiados em curiosidade.

A noite, só tem tua voz.
Que sai redonda, de um quadrado.
De intensidade tão veloz...
Que chego te ver, aqui do lado.

Os beijos que tu desenhas.
Ponta dos dedos, bem assoprados.
Amor comporta, muitas resenhas.
Fala de beijos e enamorados.

A lua decifra, aceitar ou não.
Pelo momento peregrinado
Airado beijo, tocado, então.
Dentro da noite, meu recado.

Que saudade, eu tenho agora.
Saudade esta, antes não tinha.
A noite passa, e vai embora.
E leio beijos, em tua linha.

Assim, toda noite, se encanta.
Com tua voz orquestrada.
Uma estrela, no céu se levanta.
Informa, uma história passada


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