domingo, 4 de outubro de 2015

LETRAS SILENCIOSAS

Tudo tão efêmero, incluindo a dor.
Contudo, mal explanada também.
Letras silenciosas, extremada cor.
Conjugado termo, um colorido tem.

Ao dizer te amo, sempre expliquei.
Minha condição, também felicidade.
Porém, simplesmente, me limitei.
Livre campear, dentre acuidade.

Apenas, tantas palavras, ao vento.
Traduzidos sons, de lindas conversas.
Recrutar o amor, dentro do invento.
 Inesgotável dentre, palavras imersas.

Silenciosas, porque assim, competem.
Extremamente paz, sempre precisada.
Aliciar as flores, e que perfumes vetem.
As fendas vivas, pulcras e vazadas.

Em recorrência, do que se mantêm.
O amor desfila, em plena passarela.
Como a temporada, lindamente vem.
Realçando a floreira, de toda janela.


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