quarta-feira, 21 de outubro de 2015

MARÍLIA

Dirceu, se tu soubesses, tanto, quanto!
O meu coração,longínquo,te esperou.
Resvalando, sobre a relva, meu pranto.
Como uma cachoeira tímida, desaguou.

Doces cartas,pastoris,poéticas, e tantas.
Revelando ao nosso amor,  lindo sonho.
Em páginas amareladas, ainda encantas.
Enquanto lastros dolentes, eu componho.

Devidos corpos, mar e ilha, livres, porém.
O nosso amor, desviscerado, da emoção.
Parecendo, contudo, desertada alma tem.
Quando nos buscamos, verdade em fusão.

Eu Marília, eternamente,e enclausurada.
Pela liberdade,a adolescente de Dirceu.
Aguardando uma vida, em uma estrada.
Sob uma tocha mitológica, de Prometeu.

Estouradas pedras do cárcere, e ruídas.
Escrita história, foi rolando pelo barranco.
Jamais, aquela Marília, antes destemida.
Também não exibe, antigo sorriso franco. 

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