domingo, 22 de novembro de 2015

SOLFEJO

Teus ruídos me tiram, da solidão.
Quando ligeiramente, em sobejo.
Como voz suave, melodiosa canção.
Ao cantarolar, o mais lindo solfejo.

E tudo, de súbito, envolve sentido.
Com comiseração, assim, apraz.
Suavemente acariciado ouvido.
Como o estalido, que o vento faz.

Tua mesma voz continua, então.
Durante a noite, em sonho também.
Com um arco íris, no centro da mão.
Lindas estrelas, articulando vem.

Dormem teus anjos, sossegados.
Pois, tuas noites, explanam paz.
Esticando lindos lençóis nublados.
Ensinam ao mundo, como se faz.

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