sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

EMOÇÃO


Quando a noite esconde sob o breu.

Deixando as estrelas á vontade.

Um sonho antigo, sonho só meu.

Passeia livre sob uma cavidade.



Longitudinal, dentro do repique.

Do primeiro ao último instante.

Permito que em mim signifique.

Eterna noite, mirabolante

.

Uma investigação de palavreado.

Dentro de sentimentos, um sonho.

Dentre o teu silêncio lavrado.

Articulado ode, eu componho.



Depois, a brisa carrega para além.

E nas asas do vento, obscurece.

Sob debruado manto advém...

Ausentada, presença permanece.



Em teus abraços, de colinas feitos.

Imenso cílio frondoso acompanha.

Constituição rara, veludos e peitos.

A deslizar em emoção tamanha.


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