sábado, 23 de janeiro de 2016

FLOR


O coração, nada diz, assim calado.

Conjeturada poesia, jamais esquecida.

O sol, o mar, a lua, monte elevado.

Até que enfim,uma tarde escurecida.



Quero me ver dentro dessa vida...

Em uma solidão, bem acompanhada.

Dentre pretensão, ser esquecida.

Ser tudo, a mim mesma,  sendo um nada.



O anoitecer mostrará seu rosto...

Os segredos das montanhas escondem.

E durante o tempo, pesares postos.

Apenas, minhas lembranças respondem.



Todas as flores, desabotoadas também.

Gratificada verdade, ou não...

Uma mensagem única, ás vezes têm.

Tépido silêncio,ventilado dentro do vão...



Quanta saudade,e  num dia só.

Aí o tempo vai acostumando.

Uma flor plantada, e virando  pó.

Fértil e sólida se perpetuando.


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