quinta-feira, 3 de março de 2016

MAR DE AMORES

Se nem o tempo, arremessado e inumano.
Jamais impôs saudade, ou coisa assim.
Jamais árdua separação,desfeito plano.
Abandonam fortes arrojos, em tu, em mim.

Se nem a distância, impetra levantar.
Colossal barreira, entre nós dois...
Ondas possantes, sempre a importunar.
O amor nos une agora, e unirá depois.

Se nem as palavras incisivas, caídas.
Porém subjugadas, por um belo acaso...
Apenas prisioneiros, de nossas vidas.
Mar de amores,o profundo e raso.


Se nem mesmo, um ordenado destino.
Deliberadamente, nos consegue abater.
Quando sangrando, nós ao desatino...
Eterno amor socorre,impetrado renascer.


Se nem mesmo,fenece assim, entre entreveros.
Quando cortadas ao vento, repercussão gelada.
Levantando tenta reforçar os aceiros.
Contudo, continuamos nós, em única estrada.

A lógica, um vício, que virou costume...
Desenhando uma maneira, mais coerente.
Entretanto, a distância, nos envia um lume.
Que jamais estilo algum,em nós,consente.








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