domingo, 3 de abril de 2016

REPRISE


Quanta solidão,ainda me esconde.
Dentre uma multidão atordoada.
Mapeado coração, não sabe onde.
Entra uma emoção encomendada.

Quanta recordação com ternura.
Entre tudo, que pude conceder.
Sei amor, uma vida inteira dura.
Antes do aportar, do entardecer.

Pois, guardadas, feito pálida rosa.
Antigas e requisitadas carências.
A última palavra,poesia,prosa...
Será o silêncio, revelando evidências.

Fui apenas, aquela razão sensata.
Da qual jamais, um dia precisaste.
A vida recomenda uma hora exata.
E sob esse peso,um envergado haste.

Contudo, leves chuvas outonais.
Duras lágrimas seguram devagar.
Remendados, os estragos viscerais.
Enquanto insisto, nisso reprisar.

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