quinta-feira, 15 de setembro de 2016

RISCO


 Cortantes, ranhuras guardadas no peito.
Esboçada sempre, por uma nova ilusão.
Pois que, a cada sonho desfeito...
Sucessivamente, no laqueado do vão.

Então, novos vestígios aumentam.
Advertido este, que precisa, e deve voar.
Perante brios, retumbam, fomentam.
Portanto, eterno e é livre para levitar...

É o risco, que corre um ser, feito um só.
Sonhar como um anjo, e novamente...
Um fio cortante desamarra o nó.
Á quem vive a sonhar exclusivamente.

Mas se,do colorido, desbaratadas durezas.
Que perante dualidade, comumente permeiam.
Extraídas do caminho, eternas certezas.
São umas que apagam, outras que incendeiam.

Um comentário:

Tais Luso disse...

Elegante poema - como sempre - uma pitada de frustração, mas mostra pés no chão!
Beijo, minha querida amiga! Saudades.