quinta-feira, 27 de outubro de 2016

COMO QUEM AMA

Ansiedades retratadas, minhas janelas.
Despretensiosas, mas moram assim.
Companheiras eternas, vêm a mim.
Contudo nada, cabendo nelas...

Entretanto ainda,eu suporto calada.
Residindo ausente, em tal condição.
Como saudade, um retrato na mão.
Fotografando, uma imagem falada.

Experiências emitem, árdua lição.
Páginas intensas, para eu escrever.
Assim como flores, podem morrer.
Porém primavera, a nova captação.

Quanto ausência, apagada chama.
Lacuna imensa, mas tão preciosa.
Espalhada e linda, como tarde rosa.
Florada eu espero, como quem ama.


2 comentários:

Tais Luso disse...

Que lindo poema, minha amiga! Elegante, um pouquinho triste, mas não por isso menos belo!
Saudades de você, querida!
beijo!

Izildinha Renzo disse...

Querida Tais,obrigada pela presença de tua pessoinha em meu blog.
Também estava com saudade!
Beijo!