quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CONVERSA

Quanto tempo a confiar uma conversa.
Tempo demais, tempo ocioso.
Que
tornada uma espera imersa.
Um jardim feliz,um alvitre oneroso.

Esperar quando convém, assim.
Árdua mútua, imprecisa ocasião.
Expectativa espreita, dentre ínterim.
Para uma semeadura, uma estação.

Cantei os versos, conservei comigo.
Procurei um lugar seguro e guardei.
Dentro da espera, sempre o persigo.
Contando um tempo, tanto esperei.

Ainda hoje a saudade veio dizendo.
Coisas que vivi, logo ali mesmo.
Porém, contudo, jamais entendo.
Porque a espera, nos põe a esmo.

A cada dia, pomos uma voz.
      
Também, relutamos constantemente.
Determinamos um tempo veloz.
Que estica conversa, mas leva a gente.

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