quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

QUANDO O NINHO ESFRIA

Pássaros alçam voos cortando o vento.
E as asas ficam mais fortes também.
Asas sem limites saltam do pensamento.
Que sofre e vela, pelo amor que tem...

Quando o ninho esfria,convém voar.
É de compreensão que se  faz calor...
Palavras não ditas,ficam no ar.
Porém,no coração,permanece o amor.

Que já nem precisa tanto de carinho.
Sendo em si,sempre uma fortaleza.
Longe ,bem longe arruma um ninho.
E,de vez em quando,dá asas a tristeza.

De amar somente, como uma brisa.
Quando solta e fria aparentemente.
Mas,quando a saudade veste a camisa.
A brisa se torna aconchegante e quente.

Assim, te amei, de um jeito singular.
E no silêncio, escasseou voz ao amor...
Que tanto, e tão só,tentei te falar.
Todavia,o descaso, casou-me com a dor.

Originária afeição, jamais fenece.
Visto, tão abastada, quanto morosa.
Quando novo ninho sujeita e aquece.
Silencia no amor, estação rigorosa.


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