segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A AUSÊNCIA

Assim, me furta de ti, absorvente fadiga.
Permitindo sempre, um vácuo entre nós.
Destacando, confundimos a palavra antiga.
Quando permanecemos, tão perto, e tão sós...

Os destinos, jamais rezingam, talvez.
As decisões desse fato, caladas aceitaram.
O tempo, em contraposto, ofertado se fez.
Tempos amordaçados, inserções encurtaram.

Seguiremos brandamente, aceitando tudo.
Dentre simplesmente, abandono em paz.
Um toque na voz, ou um som de veludo.
Tateando então,onde um sonho jaz...

Apagar-me-ei ás lembranças, pois feneceram.
Dentro de um risco de impossibilidade...
Como nuvens carregadas, se espaireceram.
Aceitando a ausência,como felicidade.

O tempo impõe suas normas incorruptas.
Deixando que as sigamos sem pestanejar.
A vida se acomoda, em lacunas de lutas.
Dentre uma alcunhada,forma de amar.

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