terça-feira, 10 de janeiro de 2017

FORMATO DE TRAVESSEIRO

Semblante corado, uma tarde,uma canção.
Delicada partitura, voejando na multidão.
Poente disciplinado, e interpelados ventos.
Ruindo as janelas, atentando os intentos.

Feito, castiçais de um horizonte cálido.
Da tarde o paradeiro, ocre, risco pálido.
Declinando nitidamente, com precisão.
Fardagem do axioma, incitada devoção.

Fleuma contenção,de acerada pressa.
E poeticamente, uma pausa arremessa.
Perante opiniões, tremula em pleno ar.
Tépidas turnês, os encantos de pasmar!

Formatado, um brioso negrume tardio.
Incólume e retraída, uma tarde em estio.
Cílios peculiares, concebidas figuradas.
Encanecidas, lentas, porém acaloradas.

Presentemente, intensamente, quando.
Letargia indomável, um ruído cessando.
Assim, inebriada, tudo passa ligeiro.
Em por de sol, formato de travesseiro.

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