sábado, 11 de fevereiro de 2017

ESPINHA DORSAL


Erigida, entre constituição tamanha.
Adornando cerne, em meu pensamento.
Areias do tempo, pedras do momento.
Espumante maré, este sonho banha.

Escadarias, corredores, e acuidades.
Sofreguidões intensas, também acariciam.
Tais moendas pulverizando agraciam.
Alusões em neblinas, destas veleidades.

Deita livre evaporando, alva embaça.
Qualquer visão, repondo o anoitecer.
Imaginários elevadores vêm manter.
Um antigo filme,nesta minha vidraça.

Uma construção, onde coube, jamais!
Um alinhamento,sem paradeiro final.
Representando uma espinha dorsal.
Sustentação incólume, eternos pedestais.

Construídas pessoas felizes, mas também.
Impelidas, às vezes, pela triste tristeza.
Arrematadas aptidões, concebidas belezas.
Pois, sobre as pedras, lindas flores advêm.

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