terça-feira, 4 de abril de 2017

DESERTADAS

Arredondando como vento ligeiro
Construindo avenidas em meu coração.
Sentindo dorido, um dardo certeiro.
Em vias complexas, em  representação.

Quanta aspiração acenou aqui.
Tantas certezas, porém incertas...
Preservando os sonhos, assim conduzi.
Ideias  e ruas, igualmente desertas.

Arquivando a chave deste segredo.
Entalhando os dias, com muito cuidado.
Jogando a aflição acoplada ao medo.
Ao entardecer, uma volta ao passado.

Senti aos poucos, tardes dantescas.
Virando esquinas quando parti...
Junto de minhas palavras romanescas.
Ainda falando muito de ti...

Motivo maior de minhas andanças.
Tentando aninhar meu coração.
Trocando as cores, pintei esperanças.
Que assim desertadas permanecerão.


3 comentários:

  1. Motivo maior de minhas andanças.
    Tentando aninhar meu coração.
    Trocando as cores, pintei esperanças.
    Que assim desertadas permanecerão.


    Que belo poema, amiga! Gosto de tuas ideias, do ritmo e da elegância!

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  2. E saí sem me despedir!!!
    Beijo, querida amiga.

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  3. Amo tua gentileza,tua inteligência,sem rasgar seda tuas crônicas são deliciosas...Obrigada pela tua presença.
    Beijos!

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