segunda-feira, 17 de abril de 2017

REPENTINAS

Saudade eterna, sinto eu, e nunca vivi.
Sensação esta, a me por sem ar...
Jamais  vivenciei, acolá, ou aqui.
Contudo insiste se materializar.

Saudade da palavra, jamais ouvida.
Vivido sonho, jamais sonhado.
Imenso amor, em minha vida...
Quando seu rosto,jamais contemplado.

Saudade apenas, estipulada a mim.
 Repentinas poesias, presas ao vento.
Talvez, eu até sinta, saudade assim.
Vidraça imensa, dentro do pensamento.

Saudade de algo, jamais acontecido.
Porém comigo, sempre o carreguei.
Feito ramalhete, com recado contido.
Doces saudades,que a mim arranjei.

Saudade advinda, como amor verdadeiro.
Entretanto jamais, veracidade comporta.
Sinto até saudade do beijo primeiro...
Porém inexistido,como lembrança morta.


Saudades repentinas, quando apenas.
Suscitam estranhas memórias...
Mesmo,tão invisíveis, tão pequenas.
Rondam meus dias,compondo histórias.

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