domingo, 14 de maio de 2017

AMOR ABSOLUTO


Impetraria mil pretextos, em jamais amar.
Suportaria uma vida, sem tal diligência.
Desvirtuaria em praticidade, a inocência.
Porém, uma acuidade, minguaria a buscar.
 
Atravessaria dias, meses, e anos, tão somente.
Sem ter sequer, com o que me preocupar.
Como um barco confuso, singrando mar.
Mas, um porto cuidadoso, busca inconsciente.
 
Desviaria termo romântico indefinido.
Evidenciaria para mim, ser até banal.
Que amar alguém, me seria até mal...
Ignorando, da alma, o evocar dorido.
 
Que meu coração delegou em parte.
Como dono absoluto, da eficácia fiel.
Compleição de indefectível lucidez, em tom pastel.
Como Monet, caracterizaria em Arte.
 
Como recordaria qualquer elemento.
Posto em lugar dessas lindas contas.
Que ao fitarem, minhas certezas prontas.
Habitariam o cerne, dominariam o pensamento.
 
E das respostas que o amor me cederia...
Estaria sempre, em presença bem maior.
Momentos inesquecíveis, nasceriam ao redor.
Plausíveis ao Universo que meu mundo regeria.
 
Então, ao enamorar-me de ti, unicamente.
Jamais ajuizaria, possibilidade de sofrer.
Mas sim, habilitar-me-ia a viver...
Fascinada em comiseração, eternamente.

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