domingo, 2 de julho de 2017

IRREVERSÍVEIS

Enigmáticas condições em seus rumos.
Tão resolvidos, sem tempo para sugestões.
Catalisando ideais, e revirando os senões.
Comprando os sonhos, vendendo insumos.

O tempo vivido, agora, novamente em mente.
E frívolo, em impotência sequer, ser saudade.
Apenas um riso anêmico, nenhuma novidade.
Impossível conceber, felicidade fluente.

Andei por aí,á tua espera,em temporada.
Calcando as ruas, com meus pés cansados.
Invernos inteiros, e verões ensolarados...
Carregando comigo,tua partida,tua chegada.

Foram intermináveis,e abatidas situações.
Amava mesmo assim, como ninguém.
Se amo ainda, quem sabe, nem sei bem.
Pois,andam perdidas, possíveis inovações.

Asseguro, contudo algo, jamais feneceu.
Acredito entretanto, na mutação radical.
Solto por aí,como folha seca, em vendaval.
Pronúncia livre á condição,que o acolheu.


Com todas as palavras silenciadas, agora.
Que entendo, jamais comoção, em nada.
Seguirá comigo,porque guardarei calada.
Sem tempo algum,irreversíveis horas.

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