sexta-feira, 21 de julho de 2017

PORTA ABERTA

Quando mais outro dia passa, sei.
Sinto uma página virando devagar.
E da vida simples que reprogramei.
Algum resquício, em algum lugar...

Posso dizer que foram escolhas, pois.
Estou exatamente, como escolhi...
Sentindo saudades, por nós dois.
Assim, ainda, continuo por aqui.

Logicamente, que ás vezes oscilando...
Alegres ou tristes, meus sentimentos.
Eu,também sonho contigo voltando.
Recordo devagar,alegres momentos.

Jamais posso pensar em tristezas.
Pois, o meu dia, triste se vai...
Mas, ao renascer, outras belezas.
E a minha solidão, aqui se distrai.

Tenho pensado, em tanta coisa, até.
Penso pela sabedoria, ser seguida.
Mas,asseguro,se não fosse a fé...
Quem me seguraria do chão erguida?

Alguma música, põe-me ar de alegria.
Outras tantas, só recordações...
Acaba desatando nova sangria.
Mas, volto logo, ás minhas condições.

E assim, escolhi, esse amor tão triste.
Porque, simplesmente me acomodei.
A minha vida, como um dedo em riste.
Sempre apontando, para onde errei.

Jamais deves nada a mim entenda!
E também, nada posso te cobrar.
Mas, reivindico, ao coração de fenda.
Porta aberta, que não sabe fechar.

Que fala sempre, pela razão, e tem.
A parte mais forte, dentro de mim.
Será que ele fica abatido também?
Ás vezes,isso me pergunto,enfim...

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