terça-feira, 1 de agosto de 2017

INVERNOS FRIOS E VIVOS

Doravante compreendo que me seguirá.
Uma saudade muda, um coração calado.
Comprarei uma estrela, antes que me vá.
Guardarei momentos compartilhados.

Uma estrela, que precise sempre brilhar
Até em dias de inverno, em noite sombria.
Recolhendo a saudade para pernoitar.
Depois a alimentando no outro dia.

Mesmo porque a distância,jamais será.
Um embaraço, uma pedra no caminho.
Em todos lentos dias, a estrela recolherá.
Os vãos de nossa saudade, em adivinhos.

Não vou te dizer, que isto me fará feliz.
Mesmo porque, já entardece a vida.
Agora, e sem tempo, para nova cicatriz.
Quando, já nem sangra a ferida.

Colocarei os bálsamos do tempo, curativos.
Desviarei o pensamento, quando os invernos.
Arquivados em uma estrela, frios e vivos.
Fertilizarão os termos, expostos e internos.

Todos morrem,morreremos, então,um dia.
E de nós,para sempre nos ausentaremos.
Deixando no nosso espaço vago,ventania.
E,no jardim estelar,nos reencontraremos.

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