sexta-feira, 22 de junho de 2018

Á MEIA LUZ

Minhas indulgências e penitências.
Anseiam cobiças, sutis, verdadeiras.
Cúmplice tanto, medos e carências.
Lembranças, em palavras primeiras.

A luz cansada passeia, tenta fugir.
Saltar da janela, se soltar pela rua.
Meia luz, o tempo, para se redimir.
Lembranças, com as marcas tuas.

Presença formada, o tudo, inteiro.
Atitudes suplantam, um abandono.
Sai da miragem, para o verdadeiro.
Gira na mente, incomodando sono.

A meia luz, chega, e esbanja tudo.
Tua bruma, no cheiro da espuma.
Meu peito refeito, acalenta mudo!
Encanto pedido, vicia e acostuma.

As coisas dispersas, denotam poder.
Entre tanta coisa, essa de repensar.
A verdade podendo, resolvendo ser.
Fruta e gomos,para boca  alcançar.

A meia luz, e  tu chegas todo dia.
Esbanjada imagem, só para mim.
Esperando eu tocar, com simetria.
Instante da vida. Instante sem fim.

Jamais serei eu, agora, depois de ti.
As coisas mudam, sem permissão.
As coisas, que só, ás claras eu vivi.
Incrustadas, marcadas nesta razão.

A meia luz, as luzes, assim, acendi.
E  negando, escrevi tanta saudade.
Quando nega, afirma, somente a si.
Juntando ao “grande”, suas vontades.

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