sexta-feira, 1 de junho de 2018

ANTES

Tão estremo procrastinado  agora.
Apreciado sutilmente deste quarto.
Mostrando um crepúsculo lá fora.
E tão logo um céu de estrela farto.

Tímido entardecer quase rasgado
Paradoxalmente com  um dilema.
Deitando livre,o ermo sossegado.
Majestosamente, requer o poema.

Enquanto então, versejo devagar.
Com cuidado, para  meu coração.
Contuso vivendo, sempre  a soprar.
Interstícios feridos, de uma ilusão.

E justamente, como a tarde vem.
Arrastando, a tal lembrança boa.
Grafando  com lágrimas também.
Enquanto  anseio, jamais destoa.

Então, rezando linda tarde, caia!
Levando a dor  de uma comoção.
Antes mesmo, que uma noite raia.
 Inundando meu mundo, de paixão.

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