quarta-feira, 11 de julho de 2018

AREIAS

Reinando o inverno, uivando em ventanias.
E dentro do meu coração, essas areias frias.
Vendo os teus rastros, permanecidos  ainda.
Passou verão inteiro,o inverno quase finda.

Tuas miragens ao vento, sombrias e geladas
Semelha tristemente, gaivotas em revoadas.
Gélidas, taciturnas, quão  tristonha  invernia.
Tua constante lembrança,apagando  alegria.

Um mar, assim, como tu,altivo e  garboso.
Deita suas espumas, dentre vento oneroso.
Então ria espionando, as tristonhas  areias.
Como sangue correndo ,pelas minhas veias.

Quando tua lembrança, numa combinação.
Ocupando  todo espaço,apertando coração.
Rápidas corredeiras,levando num embrulho..
Ouvindo uma sinfonia,o teu imenso barulho.

Quando tua ausência, deixando  mar incidir.
Pondo imensa  distância, só para nos dividir
Um coração apertado,tu friamente  permeias.
 Saudade a peregrinar, pelas minhas areias.

Nenhum comentário: