segunda-feira, 9 de julho de 2018

PELA FRESTA

Lembrança tardia retoca o coração.
Matizes abafados, da pavimentação.
Dialeto qualquer, o  indefinido salto.
Simplificado ocaso, rodando asfalto.

Dentre real valor, tão descomedido.
Estirado  vento, vem desprevenido.
Repetindo  serenata, soltada feição.
Ocre ensolarado,  uma constelação.

Capacitando, uma inclusão revogada.
Assentada na tarde, uma tez dourada.
Longínquos montes, e  ornamentados.
Raios de sol, acenam desembrulhados.

Beleza colossal, dormindo horizontes.
Perdendo nitidez, enevoando montes.
Abrindo fenda, o pensamento, o olhar.
Legitimado amor, exposto  contemplar.

 Assim, inegável, assumido livremente.
Suntuosa moradia, alegoria recorrente.
Movimentando  aragens, feito mutirão.
Curvando o horizonte, beijando o chão.

E vens como estrela, em noite adentro.
Festiva estamparia, arriada no centro.
Como astro, antecipado em uma festa.
Observada uma noite, vista pela fresta.

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