sexta-feira, 13 de julho de 2018

PLANO

Quando a liberdade de amar congrega.
Um coração abatido, pelo desengano.
Jamais, há tempo, se felicidade alega.
E nem mesmo então, mudar de plano.

Quando solidão, certamente, já embaiu.
Certo medo segredado, tolhe o sossego.
Na alma completamente, também atraiu.
Cismada emoção, e num triste desapego.

Porém , não há, como entalhar  flores.
Das temporadas,  se um sol não brilha.
Escrever um livro, sem  sentir sabores.
Que somente  no amor, se compartilha.

Então convém, pois, rever os conceitos.
Aparar as arestas, rimar a compreensão.
Entalhar sentimento, encalhado no peito.
Trazendo para a  luz, a paz da libertação.

Libertação consiste, trazer  arremessado.
Todo dilema, rimando uma compreensão.
Para um  discernimento, vocábulo criado.
E para indiferença, a  tristeza da solidão.

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