terça-feira, 14 de agosto de 2018

A AUSÊNCIA


Assim, furtando, absorvente fadiga. 
Permitindo,imenso vácuo entre nós.
Destaque, enleamos palavra antiga.
Quando jazemos,tão longe, tão sós.

Os destinos, jamais rezingam, talvez.
Decisões fatídicas, caladas aceitaram.
Tempo, em contraposto, ofertando fez.
Termos  presos inserções encurtaram.

Seguiremos veemente, asilando tudo.
Dentre comumente, abandonada paz.
Um toque na voz, um som de veludo.
Tateando então, a tanto sonhada jaz..

Apagado lembrete, juntados sonhos.
Dentro riscando uma impossibilidade.
Nuvens espessas, verões tristonhos.
Aceitando ausência, como felicidade.

O tempo impõe, normas incorruptas.
Deixando seguirmos, sem pestanejar.
Vida,acomodada,as lacunas impolutas.
Dentre uma alcunhada, forma de amar.