quarta-feira, 20 de março de 2019

PELA VERDADE

Se tu voltasses para mim, neste momento.
Talvez,eu nem te reconheceria, como antes.
Nem te  evitaria, meus olhares brilhantes.
Pois que estes brilhos,eu já nem acalento.

Devagar, fora saindo como quem cansara.
De acender uma luz, para clarear a porta.
E lentamente, esvaindo a esperança morta.
Levemente, numa manhã, refazendo repara.

Andante assídua, jamais deixara  chorar.
Pela verdade, que sondara a desconfiança.
Apenas, desbotada a palidez da esperança.
Entendendo, que tu,nunca  soubera amar.

Chamara de meu amor eterno, meu amor.
Este sim, permanecera comigo, e levarei
Deixara  minhas marcas, por onde passei.
Por isso, no meu coração, agora uma flor.

Nascida no desconforto do descaso morto.
Dentre os escombros de um Natal perdido.
Desertada para um sentimento sem sentido.
Ancorando pesado navio em brusco porto.