Seguidores

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

DESIGUAL

Quanta saudade ,vivo ainda sentindo.
Embora cantando, sorrindo, fingindo.
Desviando, minha completa atenção.
Tanta crueldade, debulhando coração.

Uma saudade, livremente me aponta.
Constante tristeza, numa dura afronta.
Zanzando dentre, a tristonha memória.
Repetindo então, uma mesma história.

Vestindo meu corpo,vai embrulhando.
Como um vento forte, me arrastando.
Saudade fisionômica, embora passiva.
Enquanto o punhal,em meu peito criva.

Uma rua parando,a desigual sensação.
Carinhosa lembrança, loucura, a paixão.
Olhares meninos,escapando das lentes.
Quanta saudade, nossas tardes quentes.

Lindo rosto escrito, para sempre assim.
Um triste  porta retrato, fazendo de mim
Enquanto carregando, linda imagem tua.
Sendo aquela saudade,numa mesma rua.

Nenhum comentário: