Quanta
saudade ,vivo ainda sentindo.
Embora cantando, sorrindo, fingindo.
Desviando,
minha completa atenção.
Tanta crueldade, debulhando coração.
Uma
saudade, livremente me aponta.
Constante
tristeza, numa dura afronta.
Zanzando
dentre, a tristonha memória.
Repetindo
então, uma mesma história.
Vestindo meu corpo,vai embrulhando.
Como um vento forte, me arrastando.
Saudade fisionômica, embora passiva.
Enquanto o punhal,em meu peito criva.
Uma
rua parando,a desigual sensação.
Carinhosa
lembrança, loucura, a paixão.
Olhares
meninos,escapando das lentes.
Quanta
saudade, nossas tardes quentes.
Lindo rosto escrito, para sempre assim.
Um triste porta
retrato, fazendo de mim
Enquanto
carregando, linda imagem tua.
Sendo aquela saudade,numa mesma
rua.
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