Virás nos redemoinhos, verás muitos sóis.
Mas ,
doravante, minha vida descuidada.
Rimas esparramadas, neblinas, caracóis.
Arrastando verbalizações, entrecortadas.
Madrugadas silenciosas,frêmitos lençóis.
Um anjo despojado, a cidadela enevoada.
Um olhar
estrelado, cintilando aos arrebóis.
Sonhando dormindo, sobre nuvem rosada.
Contudo
recordando,os longínquos abraços.
Anoitecendo lenta,eu totalmente espraiada.
Saudade passeia, desenhando teus traços.
Para
sempre sendo,uma paisagem fixada.
Ainda procurando, vagarosamente, assim.
Latente,alegre e vivo, em algum lugarejo.
Passeando , mergulhando dentro de mim.
Enquanto, nos recorrentes sonhos, te vejo.
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