Ondas
paradas, o vento
cortante.
Absorvidas
no horizonte, teu finito.
Dentro
de um vácuo, frio e restrito.
Qualquer
anseio, mantido distante.
Um
arrepio, envolto respingados.
Gelados,
como deparando
agora.
Procurando
rumo, para ir embora.
Ainda os
mesmos, tão ocupados.
Difícil
entendimento, abaixando.
Entardecer,
dormido ternamente
Alvorada,
lindíssima e sorridente.
Quando
a vida, também finando.
Assim,
feito olhar
vagarosamente.
As mãos
vazias, numa bela vitrine.
Vestimenta
alguma, talvez combine.
Com
um corpo frágil, tão exigente.
Onde
meu coração, agora junto.
Quando
livrado, das intempéries.
Colecionava,
eu, em lindas séries.
O mais
sábio, teu discreto
assunto.
Peito
vazio, com coração inerte.
Como
rede antiga, já esquecida.
Logo
não balança mais, tal
vida.
Nunca
remendo algum,
conserte.
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