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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

ONDAS

Ondas paradas, o vento cortante.
Absorvidas no horizonte, teu finito.
Dentro de um vácuo, frio e restrito.
Qualquer anseio, mantido distante.

Um arrepio, envolto respingados.
Gelados, como deparando agora.
Procurando rumo, para ir embora.
Ainda  os mesmos, tão ocupados.

Difícil entendimento, abaixando.
Entardecer, dormido ternamente
Alvorada, lindíssima e sorridente.
Quando a vida, também finando.

Assim, feito olhar vagarosamente.
As mãos vazias, numa bela vitrine.
Vestimenta alguma, talvez combine.
Com um corpo frágil, tão exigente.

Onde meu coração, agora junto.
Quando livrado, das intempéries.
Colecionava, eu, em lindas séries.
O mais sábio, teu discreto assunto.

Peito vazio, com coração inerte.
Como rede antiga, já esquecida.
Logo não balança mais, tal vida.
Nunca remendo algum,  conserte.

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