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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

RECORRENTE

Como sono badala, sino no coração.
Sensibilidade, jaz voando, pelos ares.
Vibração melódica, sono,desatenção.
 A zonza noite, desenrola os andares.

Solta leve cansaço,o austero labor.
Efeito do dia, cansado e estagnado.
Contudo, a noite expira, esse torpor.
Então  corpo levita, jaz descansado.

Teus olhos, tua silhueta, passeiam.
Dentre, minha memória, sonolenta.
Frouxas e vagas, triste bruxuleiam.
 Inspirando, mas a razão afugenta.

Sono encena,uma  morte recorrente.
Refeitos dias, inebriada, anestesiada.
Um sonho, a fuga, muito permanente.
E a felicidade, esperando na escada.

Quando a lua, apaga a cor nanquim.
Semitom acorda, num bemol rosado.
Tua presença, já ,tão longe, de mim.
Em meu coração, teu retrato falado.

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