Sem
ti, pareço aquela tristonha andorinha.
Imensamente
solitária, repousando no fio.
Uma
embarcação enroscada, na ribeirinha.
Labutando
para chegar, na margem do rio.
Sou
uma folha outonal, arrastada ao vento.
Simplesmente
pairando, em ventania por aí.
Uma
carta minutada,
dentro do pensamento.
Simplesmente
relatando, quando contigo vivi.
Dorido
amargor, despontando numa manhã.
Um
café amargo,
sem o açúcar para adoçar
Perdido
tom róseo, uma entardecida anciã.
E
como um peixe afogado, morrendo no ar.
Assim,
jamais vivendo, a conivente alegria.
Fingindo
sempre, tanto tristemente alegrar.
Tu
sempre deixas, uma acomodação vazia.
Quando
tão demorado, para então retornar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário