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domingo, 3 de fevereiro de 2019

SEM TI

Sem ti, pareço aquela tristonha andorinha.
Imensamente solitária, repousando no fio.
Uma embarcação enroscada, na ribeirinha.
Labutando para chegar, na margem do rio.

Sou uma folha outonal, arrastada ao vento.
Simplesmente pairando, em ventania por aí.
Uma carta minutada, dentro do  pensamento.
Simplesmente relatando, quando contigo vivi.

Dorido amargor, despontando numa manhã.
Um café amargo, sem o açúcar para adoçar
Perdido tom róseo, uma entardecida anciã.
E como um peixe afogado, morrendo no ar.

Assim, jamais vivendo, a conivente  alegria.
Fingindo sempre, tanto tristemente  alegrar.
Tu sempre deixas, uma acomodação vazia.
Quando tão demorado, para então retornar.

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